Eu, Fujii

para o mundo do software livre, ciência da computação e para onde o vento leva

segunda-feira, outubro 12, 2009

Recomendo: Jaime Arôxa

Dentre as poucas coisas boas nesse meu tempo de Rio de Janeiro, definitivamente a que eu vou sentir mais falta é de fazer aula de dança de salão com o Jaime Arôxa.

Eu sempre admirei o estilo dele como dançarino, não que eu já tivesse visto ele dançando ao vivo, mas já tinha visto alguns vídeos e gostava do estilo criado por ele, seguido por algumas escolas de dança de Belo Horizonte. Vindo ao Rio eu pude descobrir quão bom professor ele é.

Só de ter a oportunidade de ter aula com o Jaime e a Bianca Gonzáles eu já fiquei muito feliz. Quando eles dançam pra demonstrar qualquer coisa, pra mim é como assistir a um show. Mesmo o passo mais simples fica muito mais bonito. Mas além disso eles também são excelentes professores. O Jaime é extremamente detalhista, consegue consertar os vícios dos alunos, é muito didático e engraçado também (as alunas adoram). E a Bianca é o alto astral em pessoa! Eu posso dizer que depois de algum tempo dançando eu reaprendi o passo básico do samba e achei ótimo!

Fora que o Jaime às vezes dá praticamente uma aula de vida, além de aula de dança. Não é uma auto-ajuda barata, é que ele tenta consertar a atitude dos alunos pra aprender a dançar e isso acaba servindo pra tudo, como, por exemplo, conter a euforia!

A escola de dança em si também é boa. Com muitos bolsistas muito bem treinados pra cobrir a diferença entre cavalheiros e damas. Esse mês eu estava em dúvida se fazia aula, já que só iria em metade das aulas e não sabia se valia a pena pagar o mês inteiro. Não é que eu pude pagar só metade do mês? Não digo que todos os professores são excelentes, mas todos parecem seguir o jeito do Jaime de se preocupar com postura e atitude que são essenciais.

E a coincidência maior foi que o atual apartamento de temporada em que eu estou foi alugado por um ex-sócio do Jaime, que também foi muito bacana.

Se você mora no Rio, aproveite a oportunidade pra começar a dançar. Estou fazendo propaganda de graça porque a dança foi das poucas coisas do Rio que me deixou muito satisfeita mesmo!

posted by Luciana Fujii at 21:06  

terça-feira, outubro 6, 2009

Internet na Previdência

A Dataprev está modernizando sua comunicação. Para isso criou um novo site de notícias interno utilizando Wordpress e tem agora um perfil no Twitter. Ela acaba de lançar também seu novo site, que foi liberado primeiro internamente para que os funcionários pudessem opinar. Apesar de as respostas as contribuições terem sido padronizadas, só o fato de pedirem contribuições é um grande avanço considerando o histórico da Dataprev. O novo site é realmente muito melhor que o anterior, e eu destaco como pontos positivos a utilização da licença Creative Commons com atribuição e a preocupação com acessibilidade.

Eu discordo da escolha específica pelo serviço do Twitter, um problema que acontece não só com a Dataprev e sobre o qual o Kovfalou bastante. Mandei um e-mail para a coordenação de comunicação na época, mas não recebi resposta. Mas fora isso, quem vê pode até achar que a empresa está no rumo certo. Mas se a Dataprev reconhece a importância das mídias sociais, porque é que bloqueia o acesso a todos os blogs e microblogs da rede da empresa? Blog é uma boa idéia apenas se for o da Dataprev ou o do Planalto? Fora que essa política mais a escolha arbitrária do Twitter criou o efeito colateral de que o Identi.ca é bloqueado na Dataprev, mas o Twitter não!

A portaria conjunta MPS/INSS/Dataprev 01/2005 que normatiza o uso de internet e intranet atribui perfis a cargos e bloqueia principalmente sites de áudio e vídeo, mas não tem nada específico contra páginas pessoais e blogs. Segundo o pessoal responsável os blogs são bloqueados a pedido do pessoal de segurança, “pois blogs são fonte de vírus porque as pessoas podem postar sempre o que quiserem”. Alguém esqueceu de explicar pra esse pessoal que a web é assim (e que isso é bom)! Eu não preciso ter um blog pra postar tudo o que eu quiser, basta eu ter uma página comum. Não existe controle de acesso que vá resolver o problema usuário com permissões + sistema operacional que não ajuda, já que sempre existirão pen drives, e-mails com anexo, etc por aí. Prova disso é que quando eu entrei todos os computadores da sala de treinamento estavam com vírus (pra já dar uma boa impressão pros novos contratados).

O controle de acesso, segundo me disseram, foi implantado por causa de pessoas “que exageram”. Por causa das pessoas que exageram, eu tenho que ficar dando voltas na internet pra conseguir um driver pra minha placa de rede. Eu não uso Windows, não clico em qualquer coisa, muito menos entro em página com pornografia no meu trabalho. Porque é que eu que tenho que sofrer com o bloqueio de páginas e quem faz isso tudo não é punido e praticamente nem sente a diferença? (Afinal, pelo menos o guia de móteis é liberado)

posted by Luciana Fujii at 9:55  

sexta-feira, agosto 14, 2009

Viagens ao passado

Constantemente no trabalho eu me sinto no passado, mas muuito no passado. Ando programando em COBOL 74. O pior é procurar algum tutorial sobre COBOL e ficar conferindo se a versão de 74 já implementava isso (sim, existe especificação de COBOL desse século).

Problema com COBOL e mainframe muitas empresas têm e a Dataprev está passando por um processo de migração/conversão pra tentar se livrar do mainframe. Até aí, era de se esperar. Deixo a novela da mgração pra outro post, porque é realmente uma novela que acho que está longe de acabar.

O Mainframe tem seu próprio controle de versões. Ele gerencia os fontes colocando os fontes em estados específicos pra você saber quando uma pessoa está editando o arquivo e não editar. Não que ele realmente te impeça de mexer no fonte que alguém já pegou, mas deixa pra lá.

O curioso é que na plataforma baixa a Dataprev usa CVS, então, depois de mudar de CVS pra SVN e daí pra GIT eu fui reaprender os probleminhas do CVS. O engraçado é que parece que na Dataprev CVS é uma coisa nova e o servidor ainda não está configurado direito (ele usa pserver, para quem se lembra).

Pra descontrair, conversa que rolou hoje sobre CVS:

Fujii: – Dei um cvs log hoje e reparei que praticamente só os meus commits tinham comentário.

Kov: – Sem comentários.

Mas o que mais me frustra nas viagens ao passado nem são essas coisas. São os sistemas internos feitos em ASP, que só funcionam em Internet Explorer. Lembrei das raivas que eu já passei por não conseguir acessar sites. Evoluímos muito desde então, e a Microsoft mesmo está lançando um browser com mais noção, mas na Dataprev é como se esses últimos anos não tivessem acontecido. Tem gente que nem sabia que os sistemas não funcionavam no Firefox, porque eles simplesmente nunca usaram outro navegador que não o IE. E o  problema é que nesse caso eu não tenho muita escolha de não usar esses sistemas e, consequentemente, Internet Explorer.

O pior é que, além disso, essa semana algumas pessoas foram fazer curso de ASP. E olha que já era a segunda turma e mais virão. Além de gastar dinheiro pagando curso pra treinar os funcionários em ASP, é mais munição pra manter os sistemas antigos e criar novos. Desse jeito fica difícil chegar a 2009.

posted by Luciana Fujii at 22:56  

domingo, julho 5, 2009

Telefone fixo pra que?

Um amigo meu me passou o telefone de uma empresa de táxi que dá 20% de desconto para corridas acima de R$17,00 (ou algo do gênero). Hoje eu fui experimentar chamar um táxi e não consegui. Pra chamar o táxi tem que ter um cadastro e pra fazer o cadastro precisa ter telefone fixo residencial. A mulher que me atendeu ainda pareceu brava comigo por eu não saber que eu ia precisar de um telefone fixo pra fazer cadastro.

Eu atualmente só tenho celular e vivo muito bem assim. Acredito que eu não vou ter mais telefone fixo, a não ser que seja um esquema muito bom de pacotão com internet. Afinal, qual a vantagem de telefone fixo hoje em dia? O telefone não sai de casa com você (na verdade não sai nem do cômodo), não dá pra ver quem tá ligando ou ver as ligações perdidas em aparelhos comuns e nem é tão barato assim. O pior é que ainda tem que esperar alguém ir em casa “instalar” e não é muito fácil de cancelar também.

Acho que aqui no Rio o pessoal fica preocupado com segurança e fica inventando esses cadastros, mas será que ter telefone fixo faz tanta diferença na segurança? Não basta meu CPF, identidade, endereço, etc?

Enfim, o táxi não fez muita diferença, mas espero que eu consiga pedir pizza sem telefone fixo, porque se não puder, aí sim vai ser um problema! Falando nisso, ainda estou procurando qual é a “pizzaria mangabeiras” do Rio.

posted by Luciana Fujii at 21:29  

quinta-feira, junho 18, 2009

Procura-se banco

Semana passada foi a primeira vez que eu precisei usar o site do meu cartão de crédito, um santander Free. Não consegui acessar nada do programa de bônus, apesar de ter até trocado o plugin de flash pra ver se melhorava alguma coisa. Escrevi, então, no fale conosco.

Hoje uma pessoa me ligou pra resolver, dizendo que eu tinha relatado um problema de não conseguir ver a fatura. Começou mal, né? Eu nem tentei ver fatura nenhuma.

Depois de alguns procedimentos estilo “clique aqui”, “clique ali”, “relate o que aconteceu” a resposta da pessoa pra mim foi que “Linux”não é um sistema operacional homologado pela empresa e que se eu quisesse eu poderia utilizar outro sistema operacional. A pessoa ainda soltou a pérola de que “Como o Linux é código aberto. ele pode ser modificado a qualquer momento, então é difícil a empresa fazer o sistema funcionar nele”.

Eu tive que explicar pra pessoa que ela estava completamente equivocada, mas eu duvido que ela tenha entendido. Depois eu fiquei pensando que acho que nesses casos é preciso dar uma aula começando do básico: o que é software livre, o que são padrões, o que é um sistema operacional, como funcionam sistemas web. No final eu calculo o preço que ficou o atendimento pra pessoa me pagar.

Enfim, liguei pra cancelar meu cartão, mas acabei convencida a fazer uma reclamação e esperar. Por sinal, o atendimento da “super linha” é realmente bom.

Já esperando o pior, procuro um banco com um site razoável e um cartão de crédito bom sem anuidade. Eu também queria um banco com juros razoáveis pra financiamento imobiliário e que soubesse atender, porque a CEF tá dureza. Bom, na falta eu vou priorizando os juros baixos e o site.

posted by Luciana Fujii at 22:14  

quinta-feira, junho 11, 2009

Recursos públicos

O governo lançou uma máquina de busca para organizar documentos dos órgãos públicos, a LexML. Achei interessante a intenção. Realmente é difícil encontrar informações no governo, falta saber se a implementação vai resolver o problema.

Mas o que me chamou atenção foi essa matéria da uol, mais especificamente a seguinte frase: “Segundo (João) Lima, o desenvolvimento do LexML não consumiu recursos públicos, uma vez que foram utilizados mão-de-obra e equipamentos que já faziam parte da estrutura pública.” Eu me pergunto: mão-de-obra e equipamentos não são recursos?

Eu, como cidadã, espero que a mão-de-obra e os equipamentos tivessem algum motivo para existir dentro da estrutura pública. Portanto, também espero que eles tenham feito falta quando foram alocados para o LexML. Não estou criticando que se aloquem recursos para o projeto, o problema é achar que dá pra sair de graça. Dessa mentalidade podem sair projetos mal planejados ou alocação de recursos para um projeto que não deveria ter prioridade só porque virtualmente isso não tem custo.

Tenho pensado sobre os “recursos públicos” observando algumas pessoas da Dataprev. Pelas conversas de elevador eu tenho impressão de que tem gente que tem um escritório pessoal no trabalho: pra fazer trabalho de faculdade, ligar pra quem quer que seja, vender coisas. Tudo isso durante o horário de trabalho. O pessoal em geral reclama que tem coisa demais pra fazer, mas de vez em quando eu me pergunto: será que tá faltando trabalho?

posted by Luciana Fujii at 1:05  

terça-feira, maio 26, 2009

A chatisse do Windows não tem limites

Eu nunca fui uma real usuária de Windows para desespero de quem já me assistiu mexendo com um. Passei de usuária de Mac OS para usuária de Debian GNU/Linux. Hoje eu descobri que Windows é mais chato do que eu pensava.

Desde que eu entrei na Dataprev estou que sofro usando Windows. Os computadores do treinamento só tinham Windows (com um virusinho pra ajudar), todos os que eu já vi do departamento, só usam o tal do Windows. Quando finalmente chegou a minha máquina de volta, instalei Debian logo numa segunda partição.

Eu consegui resolver a maior parte das tarefas necessárias pro meu trabalho a princípio. Mas já percebi que eu devo precisar de windows pra algumas coisas, como acessar sistemas feitos em asp que só funcionam no internet explorer 6 (sim, acredite!). Pra isso eu optei por instalar o windows numa VM pra não ter que ficar dando boot. Eis a novela:

Eu instalo o virtualbox e abro chamado pra instalarem Windows na VM, expliquei que eu ia tirar o Windows já instalado pra não precisar de mais uma licença.

Depois de conversar algumas vezes com o pessoal do atendimento e de eles me explicarem que não entendiam muito de “Linux” e de eu falar que eu precisava mesmo era do CD e da licença porque eu mesmo instalava eu fui informada que o Windows consultava a BIOS na instalação.

Lá fui eu ler o que eram as licenças por volume da Microsoft, descobrir se era legal eu instalar o Windows na VM (cheguei a conclusão que sim, contanto que seja apenas uma cópia e a mesma máquina física). Decidi que o negócio era fazer a VM usar a instalação já existente, pra não ter que reinstalar.

Pra usar essa partição eu precisava de um mbr (ou de um backup de um pra passar pra máquina virtual que eu esqueci de fazer antes de instalar o grub). Aí eu pensei “Fácil! Eu estou com o CD de recuperação do Windows, é só eu voltar com a mbr, fazer backup pelo Debian, instalar o grub de volta e resolvido o problema!”

Eis que eu entro no modo de recuperação do Windows ele me pede a senha de administrador. Ele me deixaria instalar o Windows todo de novo, mas pra recuperar eu preciso da senha de administrador? Como seu eu não pudesse colocar um CD de outro sistema e acessar todos os arquivos e apagar tudo. Eu não entendo.

Continuando a novela, copiei a mbr de outro computador usando o CD de instalação do Debian. Configurei o virtualbox pra usá-la, liguei a VM. O Windows dá boot e entra em modo de instalação, pedindo o CD e depois pedindo a chave do produto. Imagino que seja inteligente verificar a BIOS no boot ao invés de só na instalação pra evitar pirataria.

Resumindo, a licença do Windows OEM permite que eu instale o Windows na VM, mas o software não quer deixar de jeito nenhum. E, como dizem, o sistema é a lei. Pra resolver só eu fazendo o alguém certo ligar pra Microsoft, mas eu preciso de férias de problemas de Windows. A Microsoft não gosta de mim, ela não facilita pra quem não usa o Windows de forma padrão. Tudo bem, eu nunca gostei dela mesmo e eu prefiro não usar Windows.

posted by Luciana Fujii at 0:33  

sábado, abril 25, 2009

Muitas mudanças

Desde o início do ano eu passei de desempregada (ou estudante de mestrado em tempo integral prestes a ficar sem bolsa) para freelancer, daí pra professora universitária temporária no interior (PUC Guanhães) e agora eu sou funcionária da Dataprev no Rio de Janeiro.

Eu sempre gostei de viajar, mas, somando as viagens que eu fazia semanalmente pra Guanhães com as viagens pro Rio de Janeiro pra decidir minha contratação da Dataprev, eu estimo que eu tenha passado mais tempo em estrada + rodoviária + aeroporto do que em casa. Aí eu descobri que viajar só é bom quando dá tempo de desfazer as malas entre uma viagem e a outra.

Agora acaba a aventura de viagens e começa a aventura minha e do Kov de arrumar apartamento no Rio de Janeiro, montar casa, etc. E, claro, começar trabalho novo, com COBOL, Mainframe e sabe-se lá mais o que me espera.

Com essa bagunça toda deu pra aprender muita coisa diferente, pra citar os mais marcantes:

- Nos 7 anos que eu uso vim, eu não sabia que o comando de substituição aceitava como parâmetro o número da ocorrência que se deseja substituir: s/bh/rio/2. Isso eu aprendi no livro escrito pelo Júlio Neves que pertencia ao Working Man dando aula de shell script.

- Guanhães fica só a 240 Km de BH. Mas de ônibus demora 4h30 ou mais e a companhia de ônibus só aceita dinheiro. A modernidade não chegou a algumas empresas.

- A rodoviária de BH tem wireless! Tem uma rede do restaurante e outra da prefeitura de BH. (Mas o melhor jeito de ir pra Guanhães é de carro mesmo)

- Apartamento em copacabana barato significa ou que ele é muito perto da favela ou muito perto da prostituição. Diz a moça da imobiliária que o apartamento tem “vista para a comunidade”. O pior é que ainda assim tem fila de gente querendo alugar.

posted by Luciana Fujii at 13:00  

segunda-feira, janeiro 19, 2009

Edital da Anatel

Estive lendo o edital do concurso da Anatel, que se encontra em http://www.cespe.unb.br/concursos/ANATEL2008/ e tive uma boa surpresa: para 3 dos 4 cargos da área de tecnologia da informação, os requisitos incluem: “Software livre: conceito, tipos de licença”.

Bom indício de que existe gente na Anatel que reconhece a importância desses conhecimentos para trabalhar na área de TI. Melhor ainda se todos os candidatos aprenderem isso pro concurso, pois, infelizmente, tem muita gente que não sabe e já passou da hora de saber.

Aliás, estendendo o post um pouquinho… se tanta faculdade coloca administração, economia e coisas do gênero em cursos da área de TI, não tá na hora de colocar uma disciplina que inclua licenças, direitos autorais, patentes, etc? Eu sei que me serviria muito mais do que aprender taylorismo.

posted by Luciana Fujii at 0:24  

quarta-feira, janeiro 14, 2009

Resoluções do novo ano… de 2008!

Entre as minhas resoluções para o ano de 2008 estava a criação de um blog. Eis que estamos em 2009 e nada de blog e nem da maioria das resoluções. Mas, com um empurrãozinho do meu amigo Leo Serra, o blog está aí com um pequeno atraso.

Resoluções para 2009: não deixar o blog as traças e cumprir as resoluções (as que eu ainda lembro) do ano passado.

posted by Luciana Fujii at 23:48  

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